quinta-feira, 24 de junho de 2010

Made in Japan

Coleguinhas, venho aqui contar-lhes uma história muito triste. Trata-se de uma grande decepção. Nossa personagem se chama Camila. Na época em que aconteceu essa tragédia ela tinha apenas 19 primaveras.

Camila era moça desengonçada, mas jeitosa, tinha perfil Pop Cult Moderninho nerd e o mais importante de tudo, gostava de saborear os diferentes paladares que sua pacata vida lhe oferecia.

Seguinte, nossa amiga em um de seus costumeiros passeios virtuais conheceu o YngYangMan um nissei ponpei, arrotei, não importa, já errei, bem não sei grau de descendência, mas era bem pertinho dos japas originais. Nosso amigo de olhos puxados tinha um papo legal, e pelos vários bytes de conversa nas madrugas de sua vida nipônica, conseguiu chamar a atenção de Camila.


Foram várias noites de conversas telefônicas também pulso único após a meia noite, lembram? um investigando o outro. Ele era estudante de engenharia, surfista sim, japoneses sabem se equilibrar numa lapa de madeira flutuante e inteligente.  E ele pensou ter, no mínimo, achado uma garota corajosa.

Mas, Cris. Corajosa por quê? Vocês me perguntam.

Respondo: Ora bolas, todo mundo sabe das lendas da terra do sol nascente não, não é do Godzilla que rolam por aí nas bocas de Matilde. Sendo mais clara, lá, contam as más línguas, que os pintinhos são sempre amarelinhos e nunca chegam à fase de galos de briga.

Pois bem, nossa garota foi dar uma conferida. Até mesmo porque ficou encantada com a possibilidade de sair com um parente longínquo do changeman vermelho, sua grande paixão na infância. Aliás, nossa amiga nutria grande saudosismo pelas séries japonesas dos anos 90 as da tv manchete, saca?.

El grande dia!

Marcaram em frente a FNAC do Barra Shopping, ela estava toda cocota, saia de tecido soltinho e um tomara-que-caia, tudo muito bege. Nesse dia colocou lentes para não ir com seus óculos fundo de garrafa. Ele? Tava gatinho. Calça jeans, blusa pólo, o cabelo nipônico naturalmente mega liso.

Avistaram-se e tinham certeza de quem era quem naquela multidão de shopping de sábado a tarde. Não tinham muito a falar, já que todo o papo já tinha se esgotado nas madrugadas anteriores. Camila, esperta e com camisinhas na bolsa, disse que o local estava barulhento e sugeriu um lugar mais calmo.

Pela primeira vez Camila viu todos os detalhes do rosto do YngYangMan, já que no avatar do MSN, parecia tudo uma coisa só igual gato siamês, cara achatada, e até achou o surfista bonitinho quebra o galho. Saíram do Shopping e foram para a conhecida rua dos motéis que fica no bairro de emergentes do RJ.

Já no quarto, que era bem simples, pelo que soube, Milla fez seu jogo de inocência, e deixou que o japinha a despisse aos poucos. Ela pra manter a sua pseudo ingenuidade, disse ainda: tira o seu cinto, sou péssima com essas coisas.

 “É agora que eu descubro, será que é como falam? Bem nunca vi um voluminho sequer nos atores japoneses...”. Pensou nossa amiga.

YangMan, meio tímido foi tirando. Primeiro o cinto, depois a meia artefato brochante, não? Depois tirou a calça. E tchan tchan tchan!!!! A cueca! Nesta hora Camila ficou muito tensa. Mais branca que o normal, sentiu seu coração desacelerar, fã do filósofo Sócrates pela primeira vez desejou seu cálice de cicuta. Suas pupilas dilataram. Seu mundo acabou.

Nas suas ultimas seis horas no local, ela se esforçou muito para conter suas gargalhadas. Pensou em procurar sua pinça na bolsa, mas como foi super mega preparada ao encontro, fez as sobrancelhas em casa. Então seus últimos momentos com o rapaz foram de pura cosquinha!

Mais cômico ainda, depois de toda a saga foi ter que dar uma resposta positiva para o rapaz depois que ele perguntou se ela tinha gostado e se era grande. Enfim, naquele ínicio de noite em que Camila voltava pra casa, rindo ainda de toda a cosquinha vespertina, ela pensou: “em dias frios, será que fica invisível?

E agora José? Inês é morta?

Yeesssss!!!!! Inês é morta e está muito feliz por sua condição nada carnal. Afinal, se ter que viver é encarar uma bala Juquinha pequena e ruim de mastigar dessas, é melhor estar com a alma em outro plano. Amiguinhas, lembrem: a voz do povo as vezes pode ter razão! E não se esforcem demais, por que uma andorinha só não faz verão, meia andorinha muito menos.

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